Ela e toda sua essência deixavam-se cair sobre seu colo. Naquele momento, não se importaria se todos os pássaros deitassem em revoada e a carregassem ao céu... A morte, não faria o mínimo sentido.
Ninguém consegue viver com tanto veneno... a verdade liberta... o frio seduz apenas os libertinos...
Pensava que nos arredores de suas imagens fractais, apenas um ser conseguira aproximar-se da verdade de suas horas mais inóspitas. E era dele o colo no qual realmente conseguia descansar suas máscaras.
Genuinamente, pensara, não há coração sem razão a lhe oferecer paz. E neste momento ela chorou.
A Minha Amiga, desapareceu, perdeu a identidade, vou tentar trazer para aqui partes dela. Quem sabe um dia entrego-lhe este Blog.
21 de outubro de 2008
10 de setembro de 2008
22 de agosto de 2008
Vestida de Rede

De redes ou rendas
Assim nua, não estarás
E se estiveras quiçá
Que mal nisso trarás
Ao mundo assim vieste
Nua linda e graciosa
Aqui inventaram as vestes
Use-as de forma dengosa.
De rede ou de rendas
Do Amanhecer ou anoitecer
Tua graça ninguém tira
E nua não estarás hó! Ser.
Linda, nem nua nem vestida
Charmosa, Mulher Garbosa
Singela, Amada gazela
Usa-as e não dá prosa.
Redes que linda me fizeste
Hó Deus onde estão minhas vestes
Nas rendas Ao mundo vieste
Com rendas no mundo viveste.
14 de agosto de 2008
Vestida de Nada

Linda Sonhadora
Altiva, lá de cima cativa.
Elegante em seu Ser
Sublime no seu vestir
**
Alada, sorridente
Vestida de nada
Desnuda coberta
Da mais bela nata
**
Diva, atenciosa
Estrela, Bella, manhosa
Carente, elegante, espantosa
Antagônica, dengosa
**
Do negro ao branco
Do azul ao celestial
Só você Musa
Rainha magistral
**
De noite vestida
Teu manto é o Céu
De dia colorida
Com cambraias em véu.
**
Assim musa
Vestida te encontro
E sem nada por baixo
Sempre no Céu te encaixo.
6 de julho de 2008
A Rainha com Frio

Teu frio me pediu
Para esse nariz aquecer
E com beijo terno e quente
A cor lhe vi nascer
O arrepio abrandou
Os pés que pois pediste
Os levei e se enroscou
Ao desvario te levaram
As mãos loucas, ardentes
Teus curto-circuito provocaram
Com teu corpo calor dividi
Em tuas orelhas sussurrei
E nem ali eu parei
Essa alma quero continuar
Por invernos e demais estações
A enlouquecer, aquecer acalentar
Assinar:
Postagens (Atom)
